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  • Seminário de Compras Públicas em Porto Alegre

    Seminário de Compras Públicas em Porto Alegre

    O Seminário de Compras Públicas realizado em Porto Alegre reuniu gestores, servidores, especialistas e profissionais da área para um dia intenso de debates, aprendizado e troca de experiências. Com auditório cheio e participação ativa do público, o evento se firmou como espaço estratégico de formação sobre um tema que exige preparo técnico, ética e responsabilidade social.

    Mas o dia começou antes das palestras. Porto Alegre amanheceu com aquele clima de expectativa que costuma acompanhar encontros relevantes. Entre cafés apressados e reencontros, percebia-se que o seminário ia além da atualização normativa: havia ali consciência do peso que cada decisão em compras públicas carrega.

    Ao longo da programação, ficou claro que comprar bem é um ato de responsabilidade com o dinheiro público. Cada escolha impacta diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população, a sustentabilidade das políticas públicas e a confiança da sociedade nas instituições. Por isso, transparência, eficiência e planejamento não apareceram como conceitos abstratos, mas como práticas indispensáveis ao interesse coletivo.

    Nesse contexto, eventos de capacitação mostraram-se fundamentais. Eles qualificam decisões, reduzem riscos, fortalecem a gestão e aproximam teoria e prática. Mais do que repassar normas, promovem reflexão, troca de experiências e atualização constante — elementos essenciais em uma área que se transforma rapidamente e exige decisões cada vez mais técnicas e conscientes.

    Especialistas compartilharam vivências, gestores trouxeram desafios reais do cotidiano e servidores contribuíram com perguntas e observações que enriqueceram o debate. O conhecimento circulou com generosidade, reforçando a ideia de que boas compras públicas não se constroem de forma isolada, mas coletiva.

    Ao final do evento, Porto Alegre seguiu seu ritmo habitual. Mas quem participou do seminário não saiu igual. Saiu mais informado, mais preparado e, sobretudo, mais consciente da responsabilidade que envolve cada processo conduzido.

    Porque o sucesso de um seminário não se mede apenas pela lotação do auditório, mas pelo impacto silencioso — e duradouro — que ele deixa nas escolhas que virão depois.


    Colunista Professora Fabi Fortes
    Revista Diário de Bordo

    Crédito das fotos: Mônica Cruz

  • Iguatemi Porto Alegre participa de nova edição da Semana do Cinema

    Iguatemi Porto Alegre participa de nova edição da Semana do Cinema

    De 5 a 11 de fevereiro, ingressos custam a partir de R$ 10

     

    O GNC Cinemas do Iguatemi Porto Alegre participa da nova edição da Semana do Cinema. De 5 a 11 de fevereiro, os ingressos das sessões matinês custam a partir de R$ 10. Para os demais horários, após às 17h, custam a partir de R$ 12 – a promoção não inclui as salas VIP. Para os clientes que aproveitarem a promoção, ainda há a vantagem de um combo especial de R$ 32, que inclui dois refrigerantes de 500ml e uma pipoca média.

  • Hilton Porto Alegre anuncia Luiz Santo como novo chef executivo

    Hilton Porto Alegre anuncia Luiz Santo como novo chef executivo

    Com passagem por cozinhas estreladas Michelin nos Estados Unidos e Nova Zelândia, o chef assume a gastronomia do hotel com foco em técnica, hospitalidade e valorização de ingredientes regionais

     

    O Hilton Porto Alegre inicia um novo capítulo na sua gastronomia com a chegada de Luiz Santo como chef responsável por comandar as cozinhas do hotel. Com uma trajetória marcada por experiências internacionais, passagens por restaurantes estrelados Michelin e atuação estratégica na hotelaria, o chef assume o desafio com a proposta de atualizar menus e criar experiências gastronômicas com propósito.

     

    Natural de Campo Grande (MS) e criado em Curitiba (PR), Luiz Santo trilhou um caminho pouco convencional até a cozinha profissional. Antes de se dedicar à gastronomia, formou-se em publicidade e trabalhou como diretor de arte, além de manter desde a infância uma forte ligação com a música. Foi para os Estados Unidos com o objetivo de seguir carreira musical e aos poucos a cozinha foi ganhando espaço na sua vida. Em Los Angeles, começou a se aproximar da cozinha de forma prática, inicialmente como uma alternativa para se manter financeiramente. Atuou em diferentes funções, como lavagem de louça e apoio no atendimento, enquanto conciliava a rotina de trabalho com a música. Durante esse período, viveu entre as duas áreas até perceber a necessidade de escolher um caminho profissional definitivo.

     

    A decisão pela gastronomia o levou a Nova York, onde começou a trabalhar profissionalmente em restaurantes e passou por diferentes formatos de operação, de diners e bagel shops a casas de alta gastronomia. Um dos marcos foi a passagem pelo Gramercy Tavern, do renomado Danny Meyer, um dos restaurateurs mais influentes dos Estados Unidos. “Foi ali que aprendi muitas técnicas e processos, muito do que aplico até hoje”, comenta.

     

    A experiência abriu portas para estágios em cozinhas de prestígio, incluindo a de Thomas Keller, no icônico Per Se, referência mundial da gastronomia contemporânea. Em 2009 seguiu para a Nova Zelândia, onde aprofundou sua formação em hospitalidade, gestão e serviços. “Foi lá que a palavra hospitalidade começou a fazer mais sentido para mim. Os restaurantes se transformam ao longo do dia e tudo é desenhado para trabalhar a favor do serviço. Esse entendimento de experiência foi o maior aprendizado”, afirma.

     

    De volta ao Brasil em 2011, o chef se formou pelo Centro Europeu, em Curitiba, e lançou o New York Cafe, projeto autoral que comandou por uma década. No espaço, desenvolveu processos e uma cozinha altamente técnica, baseada em fornos, tecnologia e métodos de preparo eficientes — uma característica que se tornaria diferencial em sua carreira. Após a pandemia, atuou como consultor e assumiu a gestão de Alimentos & Bebidas de uma rede hoteleira, ainda em Curitiba, antes de chegar ao Hilton.

     

    Identidade gastronômica e novos caminhos

     

    No comando da gastronomia do Hilton Porto Alegre, Santo define sua identidade como uma combinação entre base clássica e inovação. “Tenho uma formação muito sólida em cozinha italiana e francesa, mas uso tecnologia para revolucionar processos e apresentações. A cozinha italiana, pela simplicidade e respeito ao ingrediente, hoje me inspira muito”, revela.

     

    Técnicas da cozinha americana, como defumação e trabalho com carnes, também fazem parte do repertório do chef, aplicadas a ingredientes brasileiros e a cortes menos convencionais. “Gosto de trabalhar com cortes diferentes, apresentando uma nova perspectiva e experiência”, explica.

     

    De acordo com o chef Santo, o público pode esperar mudanças significativas nos menus do hotel. A proposta é atualizar todas as frentes de A&B, com conceitos bem definidos para cada operação. No POA Bistrô, a cozinha se apresenta de forma delicada e contemporânea, com pratos pensados para conduzir os clientes por uma experiência gastronômica sensível e precisa. No room service, o caminho é outro: receitas que acolhem, baseadas em clássicos da hotelaria, revisitados com rigor técnico e uma estética atual, alinhada ao conforto da experiência de hospedagem”, detalha.

     

    A valorização da gastronomia local também está no radar do chef, alinhada à proposta de identidade e autenticidade do hotel.

     

    Propósito, processos e legado

     

    Mais do que criar pratos, Santo acredita na construção de um legado baseado em propósito e clareza de processos. “O legado que permanece é o de uma experiência claramente definida, quase filosófica, na qual cada decisão faz sentido e cada gesto encontra propósito. Um ambiente em que todos compreendem o porquê dos processos e passam a atuar como guardiões dessa cultura”, comenta.

     

    Para o chef, cozinhar é, acima de tudo, um ato de servir. “Eu acredito que a culinária é servir, e servir é nutrir. “Mesmo sendo uma pessoa com um raciocínio extremamente técnico na cozinha, eu acredito que a culinária é servir, e servir é nutrir. Isso é o que gera experiências e uma troca de energia que transforma o simples ato de comer”, finaliza.

    Chef Luiz Santo – 1

    Chef Luiz Santo_Retrato – 1

     

     

     

     

     

     

     

     

     


    Mais informações sobre o hotel:

    https://hiltonportoalegre.com.br/

    @hiltonportoalegre

  • “Bloquinho da Maria Fumaça” é atração no carnaval da Serra Gaúcha

    “Bloquinho da Maria Fumaça” é atração no carnaval da Serra Gaúcha

    Com vagões decorados e marchinhas de carnaval antigas, passeio nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro, promete um retorno ao passado.

    As marchinhas de carnaval do final do século XIX e início do XX vão invadir os vagões e as estações da Maria Fumaça – Trem do Vinho, de Bento Gonçalves, nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro. O tradicional passeio, que faz os passageiros viverem um momento nostálgico, terá ainda mais elementos de uma  uma volta ao passado com o “Bloquinho da Maria Fumaça”, que vai acontecer turno da tarde.

    Os vagões estarão ambientados com decoração temática e as atrações musicais animam os passageiros durante o trajeto com  as canções mais conhecidas da época. Na estação de Garibaldi as gurias do “Samba de Moça” apresentam um repertório raiz, com clássicos como “Tiro ao Álvaro”, “Trem das Onze”, “Madalena”, entre outras.

    “A proposta é voltar no tempo, para os anos 1920, 1930, época do carnaval de marchinhas e de quando o trem era meio de locomoção. Ano passado já fizemos passeios com o tema, o público recebeu muito bem a ideia, a expectativa é ver o trem cheio, as pessoas cantando junto e se divertindo“, conta Cristiane Tomazini, gerente de marketing da Giordani Turismo, empresa responsável pela operação.

    Nos três dias de passeios especiais as saídas do trem acontecem às 14h e 16h, conforme disponibilidade de ingressos. Além das apresentações artísticas, o passeio inclui degustação de vinhos, espumantes e suco de uva produzidos na região, e acesso ao Parque Cultural Epopeia Italiana. O bilhete adulto, para compra antecipada, custa R$ 250 com meia entrada conforme a Lei, e crianças com até 5 anos, no colo, estão isentas.

    Bloquinho da Maria Fumaça
    Dias: 14, 15 e 16 de fevereiro de 2026
    Ingresso adulto: R$ 250,00 antecipado – tarifa de balcão (no dia) R$ 300,00.
    Duração: aproximadamente 3 horas
    Informações e reservas: (54) 3455.2788 ou www.giordaniturismo.com.br.
    Instagram: @mariafumacars e @epopeiaitalianars

    Para referência | Boilerplate
    Com origem em Bento Gonçalves (RS), a Giordani Turismo tem mais de três décadas de atuação no segmento de turismo. Desde 1993 é a operadora oficial do tradicional passeio Maria Fumaça – Trem do Vinho, na Serra Gaúcha, e em julho de 2024 iniciou o passeio Trem do Pampa, na região da Campanha e fronteira com o Uruguai. Empresa referência na preservação e disseminação da história e cultura local, também administra o Parque Cultural Epopeia Italiana, o Ciao Bus, e oferece mais de 30 opções de roteiros que contemplam variados atrativos da região Uva e Vinho – vendidos pela Giordani Turismo ou nas melhores agências e operadoras do Brasil. Usa sua expertise para agenciamento de hospedagens e receptivo com serviços de transfer, fretamento de veículos, pacotes turísticos e tours personalizados.www.giordaniturismo.com.br

  • O retorno do artesanal na moda de luxo

    Valorização do feito à mão, do tempo de produção e do cuidado nos processos

    Em um cenário marcado pela aceleração do consumo e pela produção em larga escala, o luxo contemporâneo começa a trilhar um caminho inverso. O artesanal reassume protagonismo como resgate nostálgico, e também como resposta direta à padronização excessiva e à lógica do imediatismo. No centro desse movimento está a valorização da técnica e da atenção dedicada a cada etapa do fazer.

    Peças desenvolvidas manualmente carregam atributos que escapam à produção industrial: identidade, singularidade e intenção. Cada detalhe revela escolhas precisas, domínio do ofício e um olhar apurado sobre a matéria-prima. O artesanal, nesse contexto, não busca a perfeição mecânica, mas uma excelência construída a partir do gesto humano e do cuidado contínuo. “O artesanal resgata o valor do tempo e do cuidado, algo que o consumo acelerado acabou deixando em segundo plano. No luxo, cada escolha importa: o material, o processo e o ritmo de produção”, comenta Renata Braga, cofundadora e diretora comercial da Homem do Sapato.

    É nesse movimento que surge o Estúdio, nova marca de luxo da casa, concebida como um espaço onde o processo é tão relevante quanto o produto final. Cada peça é desenvolvida artesanalmente, respeitando o tempo necessário para que forma, acabamento e funcionalidade se encontrem em equilíbrio. “Quando o feito à mão volta ao centro, ele devolve identidade às peças e cria uma relação mais consciente entre quem produz e quem consome”, completa Renata.

    No Estúdio, o luxo se manifesta nos detalhes: costuras precisas, materiais selecionados e acabamentos minuciosos dão forma a uma estética essencial e atemporal. São criações pensadas para atravessar o tempo, tanto em durabilidade quanto em linguagem, dialogando com um consumidor que associa sofisticação à escolha consciente, e não ao excesso.

    Mais do que uma tendência, o retorno do artesanal aponta para uma mudança de comportamento. Um novo modo de consumir, vestir e se relacionar com os objetos do cotidiano. No luxo atual, saber de onde vem, como é feito e por que existe tornou-se parte fundamental do valor de uma peça.

  • ARTIGO – Estratégias de vendas em 2025: o que funcionou e como usar essa experiência para acertar em 2026

     

    Planejar e executar nunca foi tão desafiador quanto em 2025. Em um ano marcado pela consolidação da inteligência artificial aplicada ao comercial, pela hipercompetitividade dos mercados B2B e pela necessidade de margens mais saudáveis, vendedores e líderes precisaram equilibrar ambição com racionalidade, e poucos estavam preparados para isso.

    Os dados globais ajudam a ilustrar esse cenário. O relatório “The State of AI: Global Survey 2025”, da McKinsey, confirma que a adoção de IA generativa avançou de forma consistente em áreas como vendas, marketing e atendimento, especialmente no uso de análises preditivas, priorização de contas e automação de tarefas repetitivas.

    Já as tendências apresentadas pela Gartner para o futuro das vendas apontam que os compradores B2B estão cada vez mais migrando para jornadas digitais ou híbridas, reduzindo significativamente as interações tradicionais e exigindo do vendedor novas competências para atuar em ambientes multicanais.

    Em paralelo, a edição mais recente do relatório Salesforce State of Sales mostra que equipes de alta performance foram justamente aquelas que conseguiram combinar tecnologia, dados e relacionamento humano, usando IA como apoio estratégico, sem perder a personalização que sustenta a confiança do cliente.

    Com esse pano de fundo, o balanço de 2025 mostra muito sobre o que funcionou, o que fracassou e o que precisa ser corrigido para 2026. Mais do que analisar resultados financeiros, é essencial olhar para o comportamento das equipes, o papel da liderança e a maturidade das metas estabelecidas no início do ano.

    O que realmente deu certo

    Uma das constatações mais claras de 2025 foi a diferença entre metas desejadas e metas planejadas com base em coerência. Em várias empresas, a ambição de “bater recordes” permaneceu apenas no discurso porque a definição do objetivo não considerou capacidade operacional, maturidade do pipeline, tempo de ciclo, sazonalidade e composição da carteira.

    Os times que performaram acima da média foram os que trataram a meta como um cálculo de crescimento, e não como um sonho. Planejaram o ano com decomposição por mês, trimestre e quadrimestre, monitorando indicadores intermediários: etapa do funil, taxa de conversão, qualidade da oportunidade, tempo de resposta e preservação de margem. Quando houve desvio, houve correção. Quando houve avanço, houve reforço.  A meta deixou de ser um simples número e passou a ser um mecanismo de gestão.

    Outro fator determinante foi a disciplina profissional, um traço confirmado pela Salesforce. Os vendedores mais bem-sucedidos foram aqueles que dominaram profundamente o produto, se mantiveram dispostos a aprender e não encararam feedback como crítica, mas como método de evolução. Essa combinação — disciplina, aprendizado e colaboração — sustentou os melhores resultados do ano.

    Também se destacou a prática de analisar, regularmente, não apenas o volume vendido, mas a qualidade da entrega: quem preservou margem, quem ampliou ticket, quem abriu oportunidades estratégicas, quem sustentou recompra e quem, de fato, influenciou positivamente o ciclo comercial. O olhar individual e coletivo da equipe ajudou muitas empresas a reorganizarem prioridades e corrigirem assimetrias de desempenho.

    Tecnologia como aliada, não substituta

    Embora 2025 tenha sido o ano em que a IA se consolidou no processo comercial, o uso maduro da tecnologia mostrou maturidade apenas em parte do mercado. Empresas que compreenderam o papel da IA como suporte ao vendedor, e não substituição do vendedor, foram as que obtiveram maior impacto.

    Segundo a McKinsey, equipes que adotaram IA para triagem de leads, priorização de contas e análise preditiva economizaram em média 25% do tempo operacional. A Gartner reforça que a automação comercial se tornará padrão até 2026, e os times que já se adaptam colhem vantagens competitivas reais: previsibilidade, agilidade e melhor uso da inteligência humana.

    Mesmo com esse avanço tecnológico, uma constatação permanece: a ligação telefônica segue sendo o canal de maior conversão em vendas B2B, desde que executada com preparo. Em um cenário em que decisores estão cada vez mais ocupados, ganha tração quem domina o roteiro, contextualiza a dor do cliente, respeita o tempo do interlocutor e entrega clareza. O telefone não perdeu força. E sim ganhou exigência.

    Além disso, o fortalecimento do digital reforçou a importância da marca pessoal do vendedor. A construção de autoridade — seja por conteúdo, networking ou participação ativa em comunidades digitais — tornou-se um diferencial. O vendedor hoje é, literalmente, o cartão de visitas da empresa. E quem não se posiciona, desaparece.

    O que não funcionou

    Ao analisar o que foi planejado em janeiro e não se sustentou ao longo de 2025, duas falhas aparecem repetidamente. A primeira é a meta irrealista. Em muitas empresas, os objetivos foram definidos por desejo — “queremos faturar 10 milhões” — sem instrumentação adequada e sem correspondência estrutural. Também foi comum encontrar metas agressivas com times subdimensionados ou sem investimento em produtividade. A conta, como esperado, não fechou.

    O segundo grande ponto foi a liderança desconectada da execução. Lideranças que focaram apenas no número, mas não ofereceram apoio tático, treinamento, revisão de abordagem, análise de dados ou ferramentas adequadas criaram um ciclo de frustração. Em vários times, vendedores passaram o ano administrando rejeições e ineficiências, enquanto líderes, distantes da operação real, concluíam que o problema estava “na execução”. Esse descompasso minou motivação, previsibilidade e velocidade.

    O resultado foi visível: equipes com potencial, mas sem direcionamento técnico; vendedores cobrados, mas não desenvolvidos; ciclos longos; taxas baixas de conversão; e desperdício de oportunidades.

    Comportamentos que definiram a alta performance

    Entre os vendedores que se destacaram em 2025, alguns comportamentos foram recorrentes. O primeiro foi a disposição de aprender continuamente, com dados, erros, clientes e colegas. O segundo foi a proatividade em buscar feedback e participar de conversas de construção com liderança e pares. O terceiro foi a presença ativa no pipeline: esses vendedores não esperaram o funil andar – eles fizeram o funil andar.

    Esses profissionais também demonstraram organização acima da média, não apenas em agenda, mas em pensamento. Sabiam priorizar, sabiam ajustar abordagens, sabiam quando desistir e quando insistir. Essa maturidade relacional foi determinante para o fechamento de contratos mais complexos.

    Se existe um aprendizado coletivo que 2025 deixa para 2026 é este: não existe alta performance sem engajamento da equipe e sem liderança preparada. Isso não significa apenas motivar.

    Significa orientar, desenvolver, dar clareza, transmitir método, acompanhar indicadores, prover ferramentas e sustentar cultura de melhoria contínua. Também fica evidente que muitas empresas promoveram líderes sem preparo técnico. O resultado é um ciclo perigoso: líderes que não sabem ensinar, vendedores que não sabem melhorar, metas que não podem como ser alcançadas.

    Por outro lado, vendedores que não foram puxados para repertórios mais amplos — estudo, leitura, técnica, abordagem consultiva, uso de dados — naturalmente performaram abaixo de seu potencial. A lacuna entre capacidade e desenvolvimento segue sendo um dos maiores desafios estruturais do mercado.

    Em 2026, será indispensável:

    • Alinhar metas a um racional de crescimento claro;
    • Fortalecer a formação de líderes comerciais;
    • Consolidar o uso estratégico da IA;
    • Integrar marketing, vendas e pós-venda sob métricas compartilhadas;
    • Promover disciplina e cultura de execução;
    • Reforçar o papel humano no processo comercial.

    O ciclo de 2025, portanto, não apenas testou a maturidade das equipes de vendas: ele expôs a necessidade de integrar estratégia, método, tecnologia e liderança. A diferença entre o que foi planejado e o que deu certo se explica por disciplina, clareza, consistência e capacidade de ajuste. 

    Para 2026, a recomendação é clara: não planeje mais alto, planeje melhor. Com metas coerentes, liderança presente, tecnologia em favor do humano e times preparados, o desempenho deixa de ser flutuação e se torna estrutura.

    *Mari Genovez é especialista em vendas com mais de 14 anos de experiência em prospecção, negociação, planejamento estratégico e gestão de equipes comerciais. Reconhecida como Challenge Maker 2025, atua diretamente na capacitação e desenvolvimento de SDRs e vendedores, com foco em performance, consistência e conversão. É CEO da Matchez, aceleradora comercial que apoia empresas na estruturação e execução de estratégias de prospecção ativa. A Matchez ajuda negócios a aumentarem seu faturamento com processos eficientes, times mais preparados e geração contínua de oportunidades qualificadas.