Para quem está em fase de formação e busca ampliar seu leque de referências sobre oportunidades de carreira e mercado de trabalho, vivenciar na prática um pouco do ambiente real de uma grande empresa tem um valor especial que pode influenciar a tomada de decisão para o futuro. É justamente com esse propósito em mente que a Braskem mantém historicamente uma relação sinérgica com universidades, escolas de educação profissional e centros de formação acadêmica do Rio Grande do Sul por meio do seu Programa de Visitas.
Não raramente, as agendas realizadas no Polo Petroquímico de Triunfo chegam a reunir até cem estudantes a cada edição. Foi o que ocorreu recentemente, no final de setembro, quando alunos da UFRGS, PUCRS e Escola Técnica Liberato, de Novo Hamburgo, conheceram de perto uma das principais operações da cadeia petroquímica nacional.
Além de apresentar seus processos produtivos e tecnologias, suas políticas de saúde, segurança, meio ambiente, as visitas incluem um tour por algumas das principais unidades operacionais, como a planta de Eteno Renovável – inaugurada em 2010 e que reforçou a liderança global da companhia em biopolímeros – e o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI), o maior da Braskem no mundo, com seis mil metros quadrados de área total com laboratórios responsáveis pela elaboração de novas soluções sustentáveis.
Conectando ainda mais as demandas, os encontros também funcionam para a apresentação do programa de Estágio da petroquímica, voltado tanto para estudantes universitários quanto do ensino técnico
Segundo a especialista em Relações Institucionais da Braskem no RS, Vick Martinez, o Programa de Visitas é um exemplo do comprometimento da companhia em promover a aproximação entre a indústria e a academia. “A cadeia petroquímica reúne um leque muito diverso de profissionais e áreas que fazem dela uma grande referência para quem busca ingressar na área. Manter uma relação aberta com as comunidades locais é algo que está na essência do nosso trabalho e com o público acadêmico isso não é diferente”, explica.
Pediatras explicam os efeitos na imunidade, no vínculo afetivo e na prevenção de doenças, além de apontarem mitos, falta de apoio e políticas públicas insuficientes como entraves à amamentação
Agosto é o mês dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno, em uma campanha que ficou conhecida como Agosto Dourado — o dourado simboliza o “padrão ouro” do leite materno. Mas a amamentação, apesar de natural, ainda exige informação, apoio e acolhimento para que se torne uma experiência saudável e possível para todas as mães. Para entender melhor os benefícios e os desafios que envolvem esse processo, conversamos com as pediatras Rita de Cássia Nunes e Aline Novatto, da VS Clinic, que destacam não só os aspectos nutricionais e imunológicos do leite materno, mas também os impactos emocionais e sociais desse ato.
“O leite materno é um alimento vivo, adaptado exatamente às necessidades do bebê. Ele fornece todos os nutrientes, vitaminas, minerais, anticorpos e fatores bioativos essenciais para o crescimento e desenvolvimento”, afirma Aline. Segundo ela, nenhum outro alimento ou fórmula consegue reproduzir essa composição única. “O leite contém substâncias como lisozima, lactoferrina e imunoglobulinas, que defendem o bebê de infecções em um período em que ele ainda não está pronto para se proteger sozinho”, complementa Rita.
Mas os benefícios vão além da biologia. “A amamentação é mais do que um simples ato de alimentação; ela é um momento de profunda conexão. Durante o contato pele a pele, o bebê sente segurança e bem-estar, e a mãe libera ocitocina, o hormônio do amor”, explica Rita. Para Aline, esse vínculo também promove “regulação emocional e apego saudável”, o que impacta o desenvolvimento do bebê a longo prazo.
Apesar de todos os benefícios, amamentar não é sempre fácil — e muitas mulheres enfrentam dificuldades já nos primeiros dias. “Dor, fissuras nos mamilos, pega incorreta e baixa produção de leite são queixas muito comuns”, aponta Aline. Rita acrescenta que o estresse e a falta de descanso também interferem: “Muitas mães produzem mais leite pela manhã, após um boa noite de sono. Por isso, é essencial que elas tenham tempo para descansar durante o dia”.
As especialistas ressaltam que o sucesso da amamentação não depende só da mãe. “A rede de apoio é essencial. Profissionais capacitados, familiares presentes, políticas públicas e locais adequados para ordenha fazem toda a diferença”, comenta Aline. Ela cita como exemplo a necessidade de salas de apoio à amamentação nos locais de trabalho e campanhas educativas que normalizem o aleitamento em público.
Mitos que atrapalham e verdades pouco faladas
Entre os maiores obstáculos à amamentação está a desinformação. “O mito do leite fraco é um dos mais prejudiciais. O leite materno é sempre adequado para o bebê. Ele pode parecer aguado em alguns momentos, mas isso é normal — a composição muda ao longo da mamada”, explica Aline. “A natureza sempre preserva a cria! Vai retirar o ômega do cérebro da mãe, o cálcio dos ossos, mas não vai deixar faltar para o bebê. Esse mito pode gerar insegurança e levar ao uso precoce de fórmulas desnecessárias”, alerta Rita.
Outro ponto pouco discutido, segundo as médicas, é que amamentar requer preparo, informação e suporte constante. “Não é só força de vontade. Muitas dificuldades poderiam ser evitadas se houvesse orientação especializada desde os primeiros dias de vida do bebê”, lembra Aline.
Para que mais mães possam viver a experiência de amamentar com tranquilidade, as médicas defendem que é necessário que a sociedade como um todo assuma responsabilidade. “Promover a amamentação como algo natural e essencial é o primeiro passo. No ambiente de trabalho, é preciso garantir horários flexíveis e espaços adequados para extração e armazenamento do leite”, afirma Rita.
Já em locais públicos, a orientação é clara: “É importante criar espaços para quem quiser mais privacidade, mas nunca impor o afastamento. O aleitamento deve ser respeitado em qualquer ambiente”, defende Aline.
Sobre as médicas:
Rita de Cássia Nunes: Graduada em Medicina pela Universidade de Passo Fundo, com residência médica em Pediatria no Hospital São Lucas da PUCRS. Possui especialização em Pneumologia pelo Hospital da Criança Santo Antônio da ISCMPA e pela FFFCSPA, além de formação em Homeopatia pela Fundação de Estudos Médicos Homeopáticos do Paraná. Concluiu Mestrado em Medicina e Doutorado em Ciências Pneumológicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e tem especialização em Medicina Funcional Integrativa pela ABMFI. Atua como professora, pesquisadora e palestrante em congressos nacionais e internacionais. CRM/RS: 20545 | RQE: 10514 | RQE: 27483
Aline Novatto: Médica graduada pela Universidade de Uberaba, com residência em Pediatria no Instituto Leonor Barros de Camargo, vinculado ao Sistema Único de Saúde do Estado de São Paulo. Possui especialização em Cardiologia Pediátrica e Cardiopatias Congênitas pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e pós-graduação em Nutrição Funcional Materno-Infantil pelo Instituto Andréia Friques. Atua em UTIs neonatais e cardiológicas de alta complexidade em São Paulo e região, sendo credenciada em alguns dos principais hospitais da capital, como o Hospital Albert Einstein. É membro da Academia Funcional Integrativa. CRM-SP |196392 – RQE 118999
Dra. Rita de Cássia Dra. Aline Novatto
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