Categoria: EDUCAÇÃO

  • Havan inaugura nova megaloja em Canoas (RS)

    Havan inaugura nova megaloja em Canoas (RS)

    Mesmo com chuva e frio, a inauguração da Havan de Canoas (RS) reuniu centenas de pessoas neste sábado, 23. O dono da varejista, Luciano Hang, abriu as portas da megaloja às 10h, recebeu os primeiros clientes e tirou fotos com eles até o início da tarde. A megaloja ficou lotada de pessoas que queriam conhecer o novo espaço e aproveitar as promoções.

    Antes de abrir a megaloja, Hang preparou um momento especial com os colaboradores e os agradeceu pessoalmente. “Para abrir uma filial, são necessárias várias pessoas trabalhando com o mesmo propósito. Desde a construção até a montagem da loja. Vocês são incríveis”, afirmou o empresário.

    Para a abertura da Havan de Canoas foram investidos R$ 95 milhões, além da contratação de 200 colaboradores. A nova estrutura tem mais de nove mil metros quadrados, mais de 350 mil itens e diversos setores, além de praça de alimentação e estacionamento amplo e gratuito.

    A nova megaloja está localizada na avenida Farroupilha, no bairro Marechal Rondon, e abre de segunda a domingo, das 9h às 22h.



  • O dia é dele: 9 de setembro celebra o cachorro-quente — e o Ô Xiss serve sua versão prensada

    O dia é dele: 9 de setembro celebra o cachorro-quente — e o Ô Xiss serve sua versão prensada

    Para celebrar, lanchonete lança combo especial exclusivo para o dia: cachorro-quente + fritas de aipim + coca por R$ 45
     
    Dogão, hotdog ou simplesmente cachorro-quente. Poucos lanches conseguem ser tão democráticos. Dá para comer no trailler da esquina, sentado no meio-fio, no sofá de casa via delivery ou, por que não, em uma lancheria no coração do Moinhos de Vento. Rápido, saboroso e acessível, o sanduíche é um clássico popular a ponto de ter uma data só para ele: 9 de setembro, o Dia do Cachorro-Quente.
     
    No Ô Xiss, lanchonete do Grupo Press, o tributo ganha um detalhe irresistível: o cachorro-quente é prensado. Do tipo que desperta lembranças da infância, quando o lanche da hora vinha direto da chapa do bar da escola. Não à toa, 65% dos lanches prensados vendidos no Ô Xiss são cachorro-quentes – uma prova de que a versão clássica segue imbatível no coração (e no paladar) dos clientes.
     
    O pão é produzido na própria casa (mais especificamente na fábrica do Press), com um leve toque adocicado que, ao ser prensado, fica crocante por fora e macio por dentro. Dentro dele, uma combinação que não precisa de sofisticação para ser perfeita: salsicha tipo frankfurt defumada, queijo, maionese suave, milho e ervilha frescos, além de tomate picado. Tudo servido com valores em “pila”, como manda a tradição porto-alegrense.
    Para celebrar a data, lanchonete lança combo especial exclusivo para o dia: cachorro-quente + fritas de aipim + coca por R$ 45. Ação válida no delivery, também. 
     
    Um pouco de história
     
    O cachorro-quente desembarcou no Brasil no início do século 20, pela mão dos imigrantes alemães e sob forte influência norte-americana. O pão com salsicha, inspirado nofrankfurter europeu, já existia há tempos, mas foi nas ruas e lanchonetes brasileiras que ele ganhou identidade própria — colorida, criativa e plural.
    • 1920 e 1930 – Primeiros registros
      Hotéis, bares e até cinemas do Rio e de São Paulo começam a servir o sanduíche, símbolo de modernidade importada.
    • 1950 – A juventude abraça
      No pós-guerra, em plena expansão da cultura americana por aqui, o cachorro-quente conquista espaço definitivo e passa a ser ícone de juventude.
    • A partir dos anos 1970 – O Brasil recria
      Cada canto do país adiciona seu tempero: purê de batata em São Paulo, ovo de codorna no Rio, carne moída na Paraíba, chucrute em Santa Catarina (especialmente em Blumenau, durante a Oktoberfest). Em Minas e Goiás, milho verde e batata palha. Em Pernambuco, carne moída, salsicha ou ambos juntos.
    No Rio Grande do Sul, a versão prensada virou paixão. Talvez pela tradição das lancherias e pela chapa sempre à mão, talvez pelo sabor nostálgico de infância. O fato é que, até hoje, nada combina mais com a memória afetiva gaúcha do que um cachorro-quente prensado — como o Ô Xiss resgata, crocante e afetivo, em pleno coração de Porto Alegre.
    É a celebração de um clássico, com sotaque e lembrança de infância. Afinal, vai discordar que o sabor está na chapa? Viva o hot-dog. Viva o cachorro-quente. Viva a versão prenSSada do ÔXiss.
     
    📍 Onde encontrar
    • Ô Xiss Moinhos – Rua Padre Chagas, 306 – Moinhos de Vento
    • Ô Xiss Bom Fim – Alameda Bom Fim – R. Fernandes Vieira, 518
    • Ô Xiss Cais Embarcadero – Av. Mauá, 1050 – Centro Histórico
    • Ô Xiss Barra Shopping Sul – Av. Diário de Notícias, 300

     

     
     
     
     
     
     
     
     
     


    Mais informações em: grupopress.com.br/oxiss

     


     

  • O sabor de uma memória: Ocre celebra o Dia do Cachorro-Quente com duas criações de Roberta Sudbrack em Gramado

    O sabor de uma memória: Ocre celebra o Dia do Cachorro-Quente com duas criações de Roberta Sudbrack em Gramado

    No caso da chef Roberta Sudbrack, um dos nomes mais respeitados da gastronomia brasileira, tudo começou com um cachorro-quente.
    Há histórias que começam de forma simples, mas ganham corpo até se tornarem parte da identidade de quem as vive. No caso da chef Roberta Sudbrack, um dos nomes mais respeitados da gastronomia brasileira, tudo começou com um cachorro-quente.
    Foi empurrando a carroça da avó Iracema pelas ruas de Brasília que ela aprendeu o valor do ofício. A avó preparava os molhos, os acompanhamentos e a salsicha; ela vendia. Ali, ainda jovem, descobriu que comida é mais que receita: é afeto, é sustento, é caminho.
    Anos depois, essa memória retorna ao prato. E, para marcar o Dia do Cachorro-Quente, celebrado nesta terça-feira, 9 de setembro, Sudbrack resgata suas origens no Ocre, seu único restaurante fora do Rio de Janeiro, instalado no Wood Hotel, em Gramado. No bar de charcutaria da casa, o lanche ganha duas versões, com destaque para o Wood
    Dog – criação autoral do clássico que a acompanha desde a infância.
    Nada aqui é casual. O pão brioche é feito por ela mesma, a salsicha é do tipo Frankfurt, o queijo raclette vem derretido na hora, a salada coleslaw traz frescor e a mostarda forte fecha o conjunto com vigor. Ao lado, as batatas fritas, que a chef não hesita em classificar como “as melhores do nosso mundo”. O combo custa R$ 69 e, como toda boa comida, entrega mais do que sabor: conta uma história.
    Já o Perro Quente (R$ 69) mistura sotaques: pão brioche, linguiça chistorra na brasa, tzatziki e tomatinhos marinados, também acompanhado das famosas fritas da casa. No Ocre, Sudbrack não apenas cozinha; ela revisita capítulos da própria vida. Entre lembranças da carroça da avó e o refinamento da cozinha contemporânea, o cachorro-quente que um dia foi sustento de menina volta agora em versão celebrada. Um tributo ao passado, servido em pleno coração de Gramado.
    SERVIÇO
    Dia do Cachorro-Quente no Ocre
    Terça-feira, 9 de setembro
    Bar de Charcutaria
    Diariamente, das 15h às 23h
    Restaurante
    Segunda a sábado, das 19h às 23h
    Ocre – Wood Hotel | Rua Mário Bertoluci, 48 – Centro, Gramado/RS
    Reservas
    • WhatsApp Ocre: (54) 3295-7575
    • WhatsApp Wood Hotel: (55) 9 9909-3619
  • Piquete El Topador 2025: estreia com casa cheia e próxima atração confirmada: Quem sobe ao palco Luiz Carlos Borges nesta quinta-feira é Ricardo Bergha

    Piquete El Topador 2025: estreia com casa cheia e próxima atração confirmada: Quem sobe ao palco Luiz Carlos Borges nesta quinta-feira é Ricardo Bergha

    O Piquete El Topador 2025 abriu sua programação em grande estilo. O primeiro show, realizado na última quinta-feira (4/9) com Tatieli Bueno, um tributo a Mercedes Sosa, lotou o Rancho Tabacaray e confirmou o espaço como um dos principais palcos do mês farroupilha em Porto Alegre. Com emoção e identidade, Tatieli conduziu o público em coro até a última canção, deixando marcada a estreia do projeto.
    Na sequência dessa celebração cultural, quem sobe ao palco Luiz Carlos Borges no dia 11 de setembro é Ricardo Bergha acompanhado de sua banda. Nome de destaque no cenário nativista, Bergha é reconhecido pela autenticidade e pela força de sua trajetória, prometendo um espetáculo de forte ligação com as raízes gaúchas.
    Músico, compositor e produtor, já dividiu palco com grandes referências como Luiz Marenco, Jari Terres, Joca Martins, Gilberto Monteiro, César Oliveira & Rogério Melo e Shana Müller. Sua carreira também ultrapassou fronteiras, levando o nativismo a eventos como o Festival de Folklore de Cosquín (Argentina) e o Festival Orillas del Olimar (Uruguai).
    Entre 2013 e 2020, integrou o Quarteto Coração de Potro, onde atuou também como empresário e produtor, sendo peça fundamental no crescimento do grupo. Em carreira solo desde 2020, lançou os álbunsQuando Saio a Cavalo (2021) e Compondo Rumo (2023), consolidando um estilo que une tradição e contemporaneidade.
    A experiência no Rancho Tabacaray
    Mais do que música, assistir a um show no Rancho é vivenciar a cultura gaúcha em sua essência. O público encontra o aconchego do galpão histórico de 90 anos, onde a iluminação cênica valoriza cada detalhe do ambiente e a sonoridade, cuidadosamente projetada, garante uma imersão plena na música. Somado a isso, estão o calor do fogo da lareira, o aroma dos assados preparados na parrilla e a hospitalidade que transforma cada encontro em memória. Para completar, a cozinha da casa apresenta um cardápio à la carte exclusivo, com cortes nobres e pratos preparados no fogo, em perfeita sintonia com o espetáculo.
    Serviço
    Show com Ricardo Bergha
    📅 11 de setembro de 2025 (quinta-feira)
    ⏰ Portões: 18h30 | Show: 20h | Encerramento: 22h30
    📍 Rancho Tabacaray – Av. Vicente Monteggia, 2770, Vila Nova, Porto Alegre
    🍴 Gastronomia e bebidas comercializadas à parte
    💺 Mesas por ordem de chegada (reservas para grupos de 8+ pessoas: WhatsApp 51 99864-1357)
    🎟️ Ingresso solidário (3º lote): R$ 110 (+ taxa) pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/show-com-ricardo-bergha-11-de-setembro-piquete-el-topador/3020658
    Patrocínio Master: Grupo Iesa, Vinícola Salton, Cervejaria Baden Baden, LG
    Carne oficial: Frigorífico Silva
    Apoio: Ruppenthal Embutidos, BR Spices, Cooperativa Santa Clara, EOS
    Informações Imprensa: Tati Feldens (51) 9.9836.8652
  • Mais de 40 mil pessoas estiveram no Estância da Arte na Expointer

    Mais de 40 mil pessoas estiveram no Estância da Arte na Expointer

    Espaço recebeu escolas de mais de 10 cidades gaúchas, além de entidades para pessoas com deficiência, número foi recorde

    A Expointer terminou ontem, mas o Estância da Arte já deixa saudades. Durante os 9 dias da feira, mais de 40 mil pessoas estiveram no espaço cultural que completou 5 edições em 2025. Foram mais de 50 obras expostas entre telas, esculturas e cartoons de artistas de diversos recantos do Rio Grande do Sul e também da Argentina. Os artistas convidados desta edição foram: Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves, Dario Mastrosimone, Derli Vieira da Silva (Chapéu Preto), Márcia Bastos, Santiago e Sérgio Coirolo, além do curador Marciano Schmitz.

    Com o tema “Traços da Tradição”, o espaço cultural Estância da Arte mostrou a diversidade da cultura campeira e como ela representa o povo gaúcho a partir de diferentes olhares e técnicas. Mas foi mais do que isso: foi um espaço de conexão da alma com a arte através da inclusão. Escolas de mais de 10 cidades, entidades para pessoas com deficiência auditiva ou visual e o Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) de Novo Hamburgo foram recebidos no espaço com visitas viabilizadas pela exposição.

    Momentos de emoção foram garantidos por encontros com os artistas e atenção com a acessibilidade. Uma obra de cada artista contou com prancha tátil, reproduções em relevo e textura para serem compreendidas por pessoas com deficiência visual, além da possibilidade de tocar as esculturas. QR Codes direcionaram os visitantes para vídeos explicativos com tradução em Libras. A exposição teve audiodescrição das obras e os arquivos de áudio em MP3, disponíveis ao público. Além disso, o espaço contou com acessibilidade física, mediação em Libras, além de guias videntes. “O Estância da Arte é um espaço para celebrar a cultura campeira e as expressões artísticas em suas diversas formas. Estamos extremamente felizes com a visitação, a receptividade do público e a parceria com os artistas. A partir de hoje, já começamos a preparar a próxima edição. A responsabilidade só aumenta – o que é ótimo!”, comemora Daniel Henz, diretor da produtora cultural Simples Assim, responsável pela realização do projeto. Os visitantes de fora do País também foram contemplados, com intérpretes para inglês e espanhol.

    Para o curador Marciano Schmitz a edição deste ano foi única, pelo envolvimento dos visitantes e dos artistas. “A cada ano o interesse das pessoas fica maior, foi possível notar que os visitantes ficaram impactados, tocados pelo que viam. Toda a dedicação em organizar um trabalho com diversidade de técnicas misturando artistas realistas e impressionistas teve um efeito muito além do esperado. Podemos perceber visitantes deslumbrados quando descobriram o espaço em meio a tanto do agronegócio e tecnologia”, avalia.

    Oficinas dão continuidade ao Estância da Arte

    Até o final de setembro, oficinas de poesia e trova e de arteeducação serão ministradas em escolas públicas estaduais e municipais de 8 cidades, ampliando o alcance do projeto para centenas de estudantes.

    Nas oficinas de arte-educação, Klau Brentano, artista plástica e arte-educadora, irá trabalhar com os estudantes a figura do cusco, o fiel companheiro do gaúcho na lida do dia a dia. Os alunos serão desafiados a retratar esse animal tão querido usando a técnica de desenho com giz pastel sobre papel. Já na oficina Alquimia Poética, Paulo de Vargas, poeta, professor e declamador, trará aos estudantes a beleza da poesia campeira e instigará os alunos a produzirem seus próprios textos a partir da temática. As cidades que irão receber as oficinas são Porto Alegre, Canoas, Capivari do Sul, Camaquã, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Novo Hamburgo e Gravataí.

    O Estância da Arte (PRONAC: 244749) é uma realização da Simples Assim, Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio master do Banco de Lage Landen e da Guaibacar, patrocínio da Agrofel, apoio da RBS TV e Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos.

  • Agosto Dourado: especialistas explicam os benefícios físicos e emocionais da amamentação e alertam para os desafios enfrentados pelas mães

    Agosto Dourado: especialistas explicam os benefícios físicos e emocionais da amamentação e alertam para os desafios enfrentados pelas mães

    Pediatras explicam os efeitos na imunidade, no vínculo afetivo e na prevenção de doenças, além de apontarem mitos, falta de apoio e políticas públicas insuficientes como entraves à amamentação

     

    Agosto é o mês dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno, em uma campanha que ficou conhecida como Agosto Dourado — o dourado simboliza o “padrão ouro” do leite materno. Mas a amamentação, apesar de natural, ainda exige informação, apoio e acolhimento para que se torne uma experiência saudável e possível para todas as mães. Para entender melhor os benefícios e os desafios que envolvem esse processo, conversamos com as pediatras Rita de Cássia Nunes e Aline Novatto, da VS Clinic, que destacam não só os aspectos nutricionais e imunológicos do leite materno, mas também os impactos emocionais e sociais desse ato.

    “O leite materno é um alimento vivo, adaptado exatamente às necessidades do bebê. Ele fornece todos os nutrientes, vitaminas, minerais, anticorpos e fatores bioativos essenciais para o crescimento e desenvolvimento”, afirma Aline. Segundo ela, nenhum outro alimento ou fórmula consegue reproduzir essa composição única. “O leite contém substâncias como lisozima, lactoferrina e imunoglobulinas, que defendem o bebê de infecções em um período em que ele ainda não está pronto para se proteger sozinho”, complementa Rita.

    Mas os benefícios vão além da biologia. “A amamentação é mais do que um simples ato de alimentação; ela é um momento de profunda conexão. Durante o contato pele a pele, o bebê sente segurança e bem-estar, e a mãe libera ocitocina, o hormônio do amor”, explica Rita. Para Aline, esse vínculo também promove “regulação emocional e apego saudável”, o que impacta o desenvolvimento do bebê a longo prazo.

    Apesar de todos os benefícios, amamentar não é sempre fácil — e muitas mulheres enfrentam dificuldades já nos primeiros dias. “Dor, fissuras nos mamilos, pega incorreta e baixa produção de leite são queixas muito comuns”, aponta Aline.  Rita acrescenta que o estresse e a falta de descanso também interferem: “Muitas mães produzem mais leite pela manhã, após um boa noite de sono. Por isso, é essencial que elas tenham tempo para descansar durante o dia”.

    As especialistas ressaltam que o sucesso da amamentação não depende só da mãe. “A rede de apoio é essencial. Profissionais capacitados, familiares presentes, políticas públicas e locais adequados para ordenha fazem toda a diferença”, comenta Aline. Ela cita como exemplo a necessidade de salas de apoio à amamentação nos locais de trabalho e campanhas educativas que normalizem o aleitamento em público.

    Mitos que atrapalham e verdades pouco faladas 

    Entre os maiores obstáculos à amamentação está a desinformação. “O mito do leite fraco é um dos mais prejudiciais. O leite materno é sempre adequado para o bebê. Ele pode parecer aguado em alguns momentos, mas isso é normal — a composição muda ao longo da mamada”, explica Aline. “A natureza sempre preserva a cria! Vai retirar o ômega do cérebro da mãe, o cálcio dos ossos, mas não vai deixar faltar para o bebê. Esse mito pode gerar insegurança e levar ao uso precoce de fórmulas desnecessárias”, alerta Rita.

     Outro ponto pouco discutido, segundo as médicas, é que amamentar requer preparo, informação e suporte constante. “Não é só força de vontade. Muitas dificuldades poderiam ser evitadas se houvesse orientação especializada desde os primeiros dias de vida do bebê”, lembra Aline.

    Para que mais mães possam viver a experiência de amamentar com tranquilidade, as médicas defendem que é necessário que a sociedade como um todo assuma responsabilidade. “Promover a amamentação como algo natural e essencial é o primeiro passo. No ambiente de trabalho, é preciso garantir horários flexíveis e espaços adequados para extração e armazenamento do leite”, afirma Rita.

    Já em locais públicos, a orientação é clara: “É importante criar espaços para quem quiser mais privacidade, mas nunca impor o afastamento. O aleitamento deve ser respeitado em qualquer ambiente”, defende Aline. 

    Sobre as médicas:

    Rita de Cássia Nunes: Graduada em Medicina pela Universidade de Passo Fundo, com residência médica em Pediatria no Hospital São Lucas da PUCRS. Possui especialização em Pneumologia pelo Hospital da Criança Santo Antônio da ISCMPA e pela FFFCSPA, além de formação em Homeopatia pela Fundação de Estudos Médicos Homeopáticos do Paraná. Concluiu Mestrado em Medicina e Doutorado em Ciências Pneumológicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e tem especialização em Medicina Funcional Integrativa pela ABMFI. Atua como professora, pesquisadora e palestrante em congressos nacionais e internacionais. CRM/RS: 20545 | RQE: 10514 | RQE: 27483

    Aline Novatto: Médica graduada pela Universidade de Uberaba, com residência em Pediatria no Instituto Leonor Barros de Camargo, vinculado ao Sistema Único de Saúde do Estado de São Paulo. Possui especialização em Cardiologia Pediátrica e Cardiopatias Congênitas pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e pós-graduação em Nutrição Funcional Materno-Infantil pelo Instituto Andréia Friques. Atua em UTIs neonatais e cardiológicas de alta complexidade em São Paulo e região, sendo credenciada em alguns dos principais hospitais da capital, como o Hospital Albert Einstein. É membro da Academia Funcional Integrativa. CRM-SP |196392 – RQE 118999

     

     

    Dra. Rita de Cássia 
    Dra. Aline Novatto